Por ActionCOACH José Eduardo Villacís / México

Hoje em dia, é essencial que líderes e gerentes aprendam a gerenciar suas emoções e as do seus colaboradores, não apenas para que essas emoções não influenciem negativamente seu desempenho no trabalho, mas que se tornem uma oportunidade para melhorar a interação e a produtividade de todos os membros da equipe.

O impacto que as emoções têm no local de trabalho é muito visível. E, portanto, é muito útil saber sobre inteligência emocional, como ler a linguagem corporal e como lidar com as emoções dos outros. As emoções não podem ser removidas cirurgicamente da inteligência. As emoções importam – e o tempo todo. Ignorar o seu papel, ignorar a sabedoria das suas próprias emoções e dos outros, é aceitar o fracasso como pessoa, como gerente e como líder.

A chave para ser um gerente emocionalmente inteligente é integrar e equilibrar respostas emocionais e racionais. Muita ênfase em um ou outro pode levar à tomada de decisões inadequadas.

Componentes da inteligência emocional

Daniel Goleman, guru sobre o IE e autor do livro “Inteligência Emocional” (1995), propõe trabalhar dia a dia em quatro esferas básicas:

  1. Autoconhecimento: Para entender nossas emoções, pontos fortes e fracos.
  2. Aprender a gerenciar impulsos e regular nosso comportamento.
  3. Conhecimento social: Compreender o que os outros dizem e sentem e por que agem como agem.
  4. Habilidades sociais: Agir de acordo com os resultados que queremos dos outros e obter objetivos pessoais.

Qual é o verdadeiro papel da inteligência emocional na liderança?

As emoções são uma forma de informação: as emoções nos preparam para a ação, concentram nossa atenção e nos dão força. Tentar ignorar emoções raramente funciona: quando as pessoas tentam suprimir emoções em nome da eficiência, elas tendem a se lembrar de menos informações. As pessoas não são muito hábeis em esconder suas emoções: as organizações apenas permitem a expressão de certas emoções, como a raiva; outros, como diversão, raramente são expressos.

A tomada eficaz de decisões deve levar em consideração as emoções: não as deixe de lado, incorpore-as totalmente em suas decisões. As emoções fazem parte do que torna as pessoas humanas e realmente fazem parte da nossa racionalidade. Leve em conta os símbolos universais e específicos das emoções: por exemplo, um rosto feliz é reconhecido por todos, assim como uma cara fechada.

Leia o outro

Não seria ótimo se as pessoas mostrassem sinais claros do seu estado emocional? Por exemplo: “Hoje me sinto frustrado porque tive uma discussão com minha esposa”.

Gerentes hábeis são capazes de identificar os sentimentos dos outros e falar abertamente sobre eles. Eles não têm medo de mostrar seus sentimentos. São capazes de identificar com precisão os sentimentos dos outros. Por outro lado, os gerentes que não possuem inteligência emocional falham em identificar bem as emoções dos outros, não demonstram emoções, mantêm expressões neutras e são incapazes de articular suas próprias emoções. Considere três elementos que podem ajudá-lo a determinar o verdadeiro estado emocional de uma pessoa: expressão facial, expressão corporal e voz (tom, ritmo etc.).

Leve em consideração as informações não verbais: postura, gestos, expressões faciais. Tente perceber qualquer discrepância entre palavras, tom e expressão, mas não tire conclusões precipitadas. Use palavras como “Você parece estar …” para dar ao outro a chance de confirmar nossas suspeitas sobre seus sentimentos. Também é possível confirmar nossas impressões com outro observador.

Controle a raiva no trabalho

Segundo um estudo recente, 53% dos trabalhadores expressam sentimentos de raiva, enquanto apenas 19% expressam sentimentos de alegria. Esta última é, de fato, a emoção que menos expressamos. A raiva pode ser destrutiva e construtiva. O ponto fundamental é não deixar que ela controle nosso comportamento. O gerente emocionalmente inteligente sabe como separar uma emoção de sua resposta, sem ignorar a primeira.

Suponha que você esteja fazendo uma apresentação e seja constantemente interrompido por um subordinado com falas contrárias. Ao responder, primeiro identifique seu próprio sentimento de frustração e depois determine se, apesar da frustração, há ou não uma ameaça real. Em seguida, considere o ponto de vista do subordinado. Isso permitirá que você entenda a emoção, a qual, por sua vez, poderá gerenciá-la, talvez sinalizando que queremos ir para o próximo ponto e tratar o anterior em particular com o funcionário em questão. A raiva não é, por si só, o problema. O desafio é aprender a ficar com raiva e saber como controlar a situação.

Conclusão

Os líderes devem construir confiança e construir relacionamentos – ambos dependem das emoções. Gerentes emocionalmente inteligentes aprendem a usar suas emoções para motivar equipes. Tente aprender a usar suas emoções em benefício próprio e de outras pessoas. A falta de emoções pode limitar nosso pensamento. Ideias inovadoras são geralmente seguidas por dificuldades emocionais. Em vez de rejeitar emoções e assumir que são contraproducentes, aceite-as como apenas mais uma parte do seu processo de pensamento.

Que ações você adotará nos seus negócios e na sua vida, nesse sentido?