Se você decidiu ter um negócio ou é gestor de uma empresa, ter clara noção sobre lucro é imprescindível. Pode parecer “chover no molhado” falar isso, mas é assustador a quantidade de pessoas com responsabilidades sobre a gestão de empresa que não sabem diferenciar lucro de capital de giro. Pior ainda, aquelas que confundem os regimes financeiros (competência e caixa) e misturam informações.

Por mais que você tenha o propósito de um legado com seu negócio, o foco no lucro deve ser constante. Acontece que muitas empresas são movidas por uma força de trabalho árduo e constante, mas na hora de usufruir daquilo que sobrou não encontra nada.

O lucro de uma empresa se esconde, ou se mascara, em quatro lugares de maneira mais comum: Taxas e Juros, Estoque, Inadimplência ou Investimentos.

Taxas e Juros: Você já calculou quando paga de taxas bancárias e de cartão? Se o seu controle é bem justo, faça uma soma dos últimos 12 meses. É possível que o resultado te surpreenda. Existem serviços bancários que são cobrados e poderiam ser gratuitos. Sempre digo que, por simpático e amigável que o gerente do banco seja, ele ainda assim tem a obrigação de te vender dinheiro, e isso é caro. Verifique se os valores cobrados por outros bancos são menores que os que você paga e chame o gerente para conversar.

Estoque: O básico para empresas que lidam com estoque é saber qual o valor deste. Mas não somente o valor da nota e aquilo que está no seu sistema de controle. É importante que avalie, quanto desse estoque não terá giro. Estima-se que, entre 15% e 25% do volume total do estoque não terá giro em prazo menor que 12 meses. Também se estima que, a até 5% deste volume é perdido. Dependendo de quanto você estocou e como está sua saída, esses valores representam sua margem de lucro e seu dinheiro está aí, parado. O detalhe importante é que, para fazer dinheiro, muitas vezes vende-se o estoque por preço menor que custo. Com contas bem feitas, pode valer mais a pena que o dinheiro do banco.

Inadimplência: É duro aceitar que, depois de tanto esforço, o cliente leva, mas não paga. Em épocas de crise econômica isso ainda é mais comum. Muitos de má índole usam (e abusam) da boa vontade e do crédito concedido pelas empresas, para benefício próprio sem a menor preocupação em honrar nome e compromissos. Acaba que, muitas empresas, têm sua margem lucro equivalente ao percentual de valor devido dos inadimplentes. Para piorar, investe-se mais em campanhas de incentivo para pagamento de dívida com desconto, do que na conscientização sobre a cultura do que é justo. Você já ouviu alguém falando algo como: Vou ficar devendo mesmo. Depois vou lá e negocio a dívida parcelada e com desconto. Será que é justo?

Investimentos: Assim classificamos aqueles valores inseridos em obras de reforma, compra novas máquinas, aumento da equipe, produtos financeiros e outros. O ponto é que, tem empresário que coloca tudo o que ganha em investimentos. Isso é ótimo, até que interfira no seu caixa. Já vi muito empresário quebrar e com obras por terminar. Já soube de compra de uma máquina que não se pagou. Também sei que aumentar a equipe é uma boa, mas sem critérios e profissionalismo pode ser o afundamento. Tive clientes que, os compromissos do pagamento dos produtos financeiros zeravam (ou negativavam) o caixa da empresa. É preciso ter uma boa dose de análise financeira antes de uma movimentação que interfira seu capital de giro em pouco tempo.

Como colocado no início, estes são os mais comuns. Ainda tem gastos pessoais e empresariais excessivos, rescisões, desvios, créditos concedidos, e por aí vai. Para finalizar, uma reflexão: Como você auto avalia a capacidade de gestão financeira entre 1 e 10? Se não for 10, qual seria o nível 10 ideal para você? E do número que está, qual é o próximo pequeno passo que deve tomar para avançar?

É hora de entrar em ação!

Conte comigo!

Gustavo Winkelmann

Business & Executive Coach

ActionCOACH Paraná

[45] 3029 4774 / 9 9993 0987

www.actioncoachparana.com.br