By: Portal do Empreendedorismo

Empresários que ignoram a necessidade de mudar de rumo e “terceirizam” os problemas colocam em risco a sobrevivência de seus negócios. – René Ribas

Independentemente do ramo de atuação, um ponto em comum entre boa parte dos empreendedores é o desejo por soluções criativas e a busca constante por novidades. E não é só o desejo pela inovação. Alcançar aquilo que os concorrentes ainda não conquistaram costuma fazer parte da busca diária desses profissionais.

O problema é que, muitas vezes, quem está no comando de um negócio esquece de colocar na equação o fato de que as mudanças costumam exigir novas posturas empresariais. O empresário é uma pessoa que busca a mudança, mas nem sempre percebe a necessidade de mudar suas próprias estratégias. É basicamente o mesmo caso da pessoa que quer emagrecer, mas continua sedentária e com os mesmos hábitos alimentares.

Albert Einstein já falava que “insanidade é continuar fazendo as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”. Mas esse é apenas um dos conflitos presentes à rotina empresarial.

É preciso despertar para a realidade de que aquilo que se deseja não está alinhado com a forma de conduzir os negócios. A falta de nivelamento entre desejo e a atitude atrapalha o processo de mudança, mas o medo de arriscar é outro empecilho que tem afastado os empresários de seus objetivos.

Como coach de negócios e mentor de muitos empresários, percebo que a estagnação dos negócios geralmente está vinculada aos hábitos arraigados ao longo da vida. Todo empresário busca atrair novos clientes e alavancar o crescimento de seu negócio, mas muitas vezes não se dá conta da necessidade de mudança de postura.

O que nunca foi feito antes pode ser assustador, pois as pessoas têm medo de pisar em um terreno desconhecido. É o típico caso do cidadão que quer mudanças no país, mas sempre vota no mesmo partido. Aí ele culpa a economia, os fatores externos, a concorrência… Mas não reflete sobre a necessidade de adotar novas posturas.

Sair da zona de conforto pode parecer um conselho batido, mas continua sendo extremamente necessário. Crescer exige decisões não tão simples e um posicionamento coerente.

Esperar que o mundo mude, que a crise acabe e a situação do país melhore é terceirizar a responsabilidade pelo atual cenário. A convicção de que somente o exterior precisa de mudanças é a fórmula mais certa para a estagnação de qualquer empresa. O mundo corporativo é como um organismo em constate adaptação para sobrevivência. E aqueles que perdem essa capacidade correm o risco de adoecer.