A gestão dos itens que estão no inventário é de vital importância, pois são eles que determinam em grande parte, a alocação de custos no processo de produção e determinam em alto grau o nível de eficiência e efetividade da gestão financeira.

O inventário representa um investimento considerável das empresas de manufatura, razão pela qual é essencial prestar atenção especial à sua gestão.

Para realizar uma administração eficiente, os responsáveis ​​por essa área devem controlar todos os níveis do inventário e considerar que se trata de um investimento significativo que, se não tratado de maneira adequada, pode se tornar um problema que afetaria a gestão financeira da empresa.

Uma empresa que tenha um grande número de itens de estoque deve analisar cada um deles para determinar o investimento aproximado por unidade.

INVENTÁRIO – Abertura temática

Muitas organizações possuem em seus armazéns um grande número de itens que não possuem a mesma característica, muitos desses itens são relativamente baratos, enquanto outros são muito caros e representam grande parte do investimento da empresa.

Alguns dos itens de estoque, embora não sejam particularmente caros, têm um baixo volume de negócios e, consequentemente, exigem um investimento considerável; outros itens, embora tenham um alto custo por unidade, giram com rapidez suficiente para que o investimento necessário seja relativamente baixo.

Na maioria das empresas a distribuição de itens de estoque é de 20%  que correspondem a 90% do investimento em estoque, enquanto os 80% restantes dos itens correspondem a apenas 10% desse investimento, razão pela qual era necessário formular um novo sistema de alocação na prioridade que é dada às ações que a empresa administra: o sistema de custo baseado em atividades ou custeio ABC.

A aplicação do sistema de custos ABC em uma empresa para o controle de estoques começa com a classificação em grupos de artigos como este:

  1. Os artigos “A” são aqueles em que a empresa possui o maior investimento, representando aproximadamente 20% dos itens do estoque que absorvem 90% do investimento. Estes são os mais caros ou aqueles que rodam mais lentamente no inventário.
  2. Artigos “B” são aqueles que correspondem ao próximo investimento em termos de custo. Eles consistem em 30% dos itens que exigem 8% do investimento.
  3. Os itens “C” são aqueles que normalmente estão em um grande número de itens correspondentes ao menor investimento. Consiste em aproximadamente 50% de todos os itens de estoque, mas apenas 2% do investimento da empresa em estoque.

Sistema de Custo ABC

Embora o sistema de custos ABC tenha algumas deficiências estruturais, é um método excelente para determinar o grau de intensidade de controle que deve ser dedicado a cada item de estoque.

A diferenciação do estoque em itens “A”, “B” e “C” permite que a empresa determine o nível e os tipos de procedimentos de controle de estoque necessários.

O controle dos artigos “A” do inventário

Deve ser muito intensivo devido ao investimento considerável que é feito. Para esses tipos de itens devem ser implementadas as técnicas mais sofisticadas de controle de estoque.

O controle dos artigos “B” do inventário

Nos artigos “B” pode ser controlado usando técnicas menos sofisticadas, mas eficientes em seus resultados.

O controle dos artigos “C” do inventário

Nos artigos “C” o controle que é realizado é mínimo.

 

Deve-se ter em mente que o modelo de custo ABC de controle de estoque não se aplica a todas as empresas, uma vez que certos itens de estoque que são baratos podem ser definitivos no processo de produção e não são facilmente alcançados no mercado. É por isso que eles precisam de atenção especial.

O controle exercido neste sistema está diretamente relacionado ao controle que é feito dos custos, já que por ter uma melhor distribuição dos estoques, o custo de armazenamento, manutenção, vigilância, perdas e obsolescência pode ser contrastado de uma melhor forma formulário

Finalmente,  é necessário conhecer todos os fundamentos teóricos e técnicas utilizadas para implementar um sistema baseado em atividades, já que sua metodologia é muito mais profunda e depende do tipo de empresa em que ela é usada.

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